Angélica defende voto feminino ao comentar ataques nas redes: ‘Grupos dizendo que mulher vota mal’
Apresentadora afirmou em seu programa que grupos nas redes sociais têm questionado a participação feminina nas eleições e relembrou a conquista histórica do direito ao voto no Brasil

A apresentadora Angélica comentou, durante o programa Angélica Ao Vivo, exibido nesta quinta-feira (24), publicações e manifestações nas redes sociais que questionam o direito das mulheres ao voto.
Durante a atração, Angélica afirmou ter acompanhado conteúdos de grupos que defendem ideias como a de que mulheres “votam mal” ou de que a adoção do voto feminino teria sido um erro.
“Parece mentira, mas em pleno 2026, o direito das mulheres de ir às urnas voltou a virar assunto”, afirmou a apresentadora.
Angélica também criticou o fato de algumas mulheres, segundo ela, manifestarem concordância com esse tipo de posicionamento.
Angélica fala sobre direito das mulheres ao voto
Durante a conversa, a apresentadora diferenciou a discordância sobre escolhas políticas do questionamento sobre quem possui o direito de participar das eleições.
“A gente pode discordar de tudo, inclusive do voto do outro”, afirmou. Em seguida, destacou que questionar o direito de uma mulher participar das decisões eleitorais seria uma discussão diferente.
O programa também contou com as participações de Ivete Sangalo, Lázaro Ramos e Dan Stulbach, que comentaram o tema.
Ivete classificou esse tipo de discussão como uma tentativa de retrocesso em relação a direitos conquistados pelas mulheres. Já Dan Stulbach demonstrou surpresa pelo assunto voltar a ser discutido.
Mulheres conquistaram direito ao voto em 1932
A discussão também levou Angélica a recordar a trajetória histórica da participação feminina nas eleições brasileiras. O direito ao voto feminino foi instituído nacionalmente pelo Código Eleitoral de 1932, que estabeleceu o direito das mulheres de votar e também de serem votadas. Posteriormente, a Constituição de 1934 incorporou os direitos políticos femininos ao texto constitucional.
Antes disso, propostas para ampliar a participação eleitoral feminina já eram debatidas no país. O próprio Tribunal Superior Eleitoral registra que uma proposta de emenda apresentada no contexto da Constituição de 1891 acabou rejeitada.
A participação feminina ocorreu pela primeira vez em uma eleição nacional em 1933, durante a escolha dos representantes para a Assembleia Nacional Constituinte.
Mulheres são maioria do eleitorado em 2026
Mais de nove décadas depois dessa conquista, as mulheres representam atualmente a maioria do eleitorado brasileiro. Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral mostram que 83.877.126 mulheres estão aptas a votar nas Eleições 2026, correspondendo a 52,84% de todo o eleitorado nacional.
O número reforça o peso da participação feminina nas eleições deste ano e ajuda a contextualizar a discussão levantada durante o programa.
Ao abordar o assunto, Angélica também mencionou a importância de acompanhar debates que envolvem direitos políticos já conquistados e incentivou atenção às discussões que circulam nas redes sociais.




