Prisma Comunica
POLÍTICA

Podemos oficializa apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno e amplia aliança

Partido se junta a PL, União Brasil, PP, Republicanos e Novo na campanha; legendas elegeram juntas 286 deputados para a próxima legislatura.

Por Redação08 de outubro de 2026
Compartilhar
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Podemos oficializou nesta quinta-feira (8) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. A decisão foi anunciada após uma reunião de integrantes da legenda em Brasília e amplia a aliança partidária formada em torno do candidato do PL na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com a adesão do Podemos, Flávio passa a contar formalmente com o apoio de cinco partidos ou agrupamentos partidários além do próprio PL: União Brasil, PP, Republicanos, Novo e Podemos. As legendas elegeram, juntas com o PL, 286 deputados federais para a próxima legislatura, o equivalente a 55,8% das 513 cadeiras da Câmara.

O apoio, porém, não significa que todos os parlamentares dessas siglas estejam obrigados a fazer campanha ou a votar de forma uniforme. No caso do Podemos, a direção partidária anunciou a adesão, mas não fechou questão sobre o comportamento individual dos filiados.

Podemos oficializa apoio a Flávio Bolsonaro

O anúncio ocorreu em Brasília, após reunião entre lideranças do Podemos e o candidato do PL. A presidente nacional da legenda, deputada federal Renata Abreu (SP), participou da formalização do apoio.

O partido elegeu 27 deputados federais nas eleições de 2026, passando a ocupar uma posição relevante na composição da próxima Câmara. A bancada também conta com dois senadores e um governador eleito.

A decisão do Podemos ocorre depois que outras legendas também anunciaram apoio a Flávio para a segunda etapa da eleição presidencial.

A federação formada por União Brasil e PP já havia declarado apoio ao senador. O Republicanos também oficializou a adesão, enquanto o Novo passou a apoiar Flávio depois de ter participado do primeiro turno com a candidatura de Romeu Zema.

Aliança reúne 286 deputados eleitos

A dimensão da aliança ganhou destaque porque os partidos que apoiam Flávio elegeram uma bancada expressiva para a Câmara dos Deputados.

Somados, PL, União Brasil, PP, Republicanos, Novo e Podemos alcançam 286 deputados eleitos. O número corresponde a mais da metade das 513 cadeiras da Câmara que serão ocupadas a partir da próxima legislatura.

O resultado, no entanto, não representa automaticamente uma maioria governista. O apoio partidário dado durante uma eleição não determina que todos os deputados eleitos pelas respectivas siglas seguirão uma mesma orientação em votações no Congresso.

A própria composição dos partidos apresenta divergências internas. No Republicanos, por exemplo, a adesão nacional a Flávio não impede manifestações de apoio a Lula em determinados estados, especialmente no Nordeste.

Flávio fala em mudanças na Constituição

A ampliação da base partidária ocorre poucos dias depois de Flávio Bolsonaro afirmar que pretende promover mudanças na Constituição Federal caso seja eleito presidente.

A declaração foi feita na terça-feira (6), durante um ato em Goiânia, ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

A discussão ganhou importância porque uma eventual alteração constitucional exige um quórum superior ao necessário para a aprovação de projetos de lei comuns.

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa ser aprovada em dois turnos de votação tanto na Câmara quanto no Senado. São necessários votos favoráveis de pelo menos três quintos dos parlamentares de cada Casa: 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores.

Portanto, mesmo a reunião de 286 deputados eleitos pelos partidos aliados não seria suficiente, sozinha, para aprovar uma PEC na Câmara. Seriam necessários pelo menos mais 22 votos, além de uma articulação semelhante no Senado.

Resultado do primeiro turno

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.

Os dois candidatos voltam a se enfrentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Os números oficiais da apuração foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A campanha entra agora em uma nova fase, marcada pela busca de apoio de partidos e lideranças que ficaram fora da disputa presidencial no primeiro turno.

Além dos apoios partidários, candidatos derrotados na primeira etapa também passaram a se posicionar individualmente. Entre eles estão Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que declararam apoio a Flávio, embora seus partidos tenham adotado posições diferentes ou não tenham formalizado adesão nacional ao candidato do PL.

Apoio partidário não significa unanimidade

A formação de alianças no segundo turno costuma reunir diferentes grupos dentro das mesmas legendas. Por isso, o anúncio de apoio de uma direção nacional não significa necessariamente que todos os integrantes de um partido seguirão a mesma orientação.

No caso do Podemos, a presidente nacional da legenda confirmou o apoio a Flávio, mas o partido não estabeleceu punição para filiados que decidirem apoiar Lula.

O mesmo ocorre em outras siglas que aderiram à campanha. No Republicanos, por exemplo, há divergências regionais sobre o segundo turno, enquanto União Brasil e PP formam uma federação que oficializou apoio ao candidato do PL.

A composição das alianças, portanto, amplia o número de partidos que estão no entorno da candidatura de Flávio, mas não elimina as diferenças internas existentes entre as legendas.

TagsPodemosFlávio BolsonaroLulaeleições 2026segundo turnopolíticaPLUnião BrasilPPRepublicanosNovoCâmara dos DeputadosCongresso Nacionaleleições presidenciaisBrasíliaPECConstituição Federal
Iva Soares
Prisma porIva Soares
Compartilhar

Leia também