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Tony Ramos diz que não declara voto publicamente: “Viva a democracia, mas sem induzir voto”

Ator afirmou que tem posição política e candidato, mas prefere não usar sua popularidade para influenciar a escolha dos eleitores

Por Redação01 de outubro de 2026
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ator Tony Ramos falou sobre sua relação com a política e explicou por que decidiu não declarar publicamente seu voto durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibida na segunda-feira (28).

Questionado pelo apresentador Ernesto Paglia sobre sua posição política às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para este domingo (4), Tony afirmou que possui um posicionamento político definido, mas prefere não revelar publicamente o candidato em quem pretende votar.

Segundo o ator, sua decisão está relacionada ao reconhecimento de que sua popularidade pode influenciar outras pessoas.

“Eu jamais declarei voto, jamais subi em palanque político, jamais fiz campanha política”, afirmou Tony Ramos durante a entrevista. Ele também relembrou sua participação nas Diretas Já, movimento que defendia o retorno das eleições diretas para presidente da República.

Tony Ramos diz que não quer induzir eleitores

O ator afirmou que não é contrário à manifestação política de outras pessoas. Para ele, artistas também têm o direito de expressar suas opiniões, mas sua escolha pessoal é não transformar sua notoriedade em instrumento de campanha.

Tony disse que tem candidato e uma posição política clara, conhecida por pessoas próximas, mas prefere não propagá-la publicamente.

“Eu nunca concordei em induzir ninguém ao voto”, afirmou.

Na avaliação do ator, defender a democracia e a liberdade de pensamento não exige necessariamente declarar em quem pretende votar. Ele também destacou que ninguém deve ser tratado como dono de uma verdade absoluta.

Relação com o período da ditadura

Durante a entrevista, Tony Ramos também relacionou sua posição à experiência profissional vivida durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985).

O ator relembrou as dificuldades enfrentadas por artistas durante o período de censura e afirmou que conhece, por experiência própria, as limitações impostas à produção artística naquele contexto.

Um dos episódios mencionados foi a participação na novela O Astro, de 1977. Uma cena protagonizada por Tony precisou ser negociada com os censores antes de ser exibida.

Ao recordar aquele período, o ator afirmou que a experiência reforçou sua defesa da democracia e da liberdade de pensamento.

“Viva a democracia, que nós tenhamos liberdade de pensamento, porque ninguém tem a verdade absoluta”, declarou.

Participação no Roda Viva

A entrevista fez parte da edição especial do Roda Viva, que completou 40 anos. O programa foi conduzido por Ernesto Paglia e contou com uma bancada formada por jornalistas e críticos de televisão e cinema.

Participaram da entrevista Adriana Couto, apresentadora do Metrópolis; Flávia Guerra, crítica de cinema e colunista do UOL; Gabriel de Oliveira, publisher do TV Pop; José Armando Vannucci, jornalista e crítico de televisão; e Ubiratan Brasil, jornalista cultural.

O programa também contou com a participação de Rodolpho Gamberini, primeiro apresentador do Roda Viva, que comandou a estreia da atração em 29 de setembro de 1986.

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Iva Soares
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