Advogada explica por que diarista foi ao imóvel após morte de Isabelle Caracristi
Segundo Lídia Aguiar, trabalhadora seguia rotina profissional e só soube da morte da universitária ao chegar à residência

Uma diarista que costumava trabalhar duas vezes por semana em uma residência ligada a João Munhoz esteve no 2º Distrito Policial, em Fortaleza, na manhã deste sábado (26), para prestar esclarecimentos sobre sua ida ao imóvel após a morte da universitária Isabelle Caracristi. Ela foi acompanhada da advogada Lídia Aguiar.
Segundo a advogada, a trabalhadora não sabia que Isabelle havia morrido quando saiu de casa para cumprir sua rotina profissional. A versão apresentada pela defesa é de que a diarista foi normalmente ao endereço porque aquele era um dos dias em que costumava trabalhar na residência.
De acordo com Lídia Aguiar, a mulher só tomou conhecimento da morte ao chegar ao imóvel. Depois de saber do ocorrido, deixou o local.
Diarista não teria sido chamada para limpar o imóvel
A presença da trabalhadora na residência após a morte de Isabelle levantou questionamentos durante a investigação. Por isso, ela compareceu ao 2º DP para esclarecer as circunstâncias da ida ao endereço.
A advogada negou que a diarista tenha sido chamada especificamente para realizar algum serviço relacionado ao caso.
Segundo Lídia, a trabalhadora tinha dias previamente estabelecidos para prestar o serviço na residência e foi ao local normalmente. Ao tomar conhecimento da situação, porém, deixou o imóvel e não realizou a limpeza.
A defesa também negou que a diarista tenha tido qualquer intenção de alterar ou limpar elementos relacionados ao local.
“Ela não chegou a limpar o apartamento depois que soube do ocorrido, nem teve qualquer intenção de limpar a cena. Ela apenas saiu do imóvel”, afirmou a advogada.
Depoimento ocorre durante investigação
O comparecimento da diarista à Polícia ocorre após uma nova rodada de oitivas realizada na quinta-feira (24), quando sete pessoas prestaram esclarecimentos no 2º Distrito Policial, entre familiares e pessoas relacionadas à rotina de João Munhoz e Isabelle.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi, encontrada morta no dia 13 de setembro, no condomínio onde morava, na Aldeota, em Fortaleza.
João Munhoz Neto está preso preventivamente e é investigado no caso. A defesa nega que ele tenha cometido crime.
Caso Isabelle Caracristi segue sob investigação
A investigação reúne depoimentos, imagens de segurança e exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte da universitária e os acontecimentos anteriores e posteriores ao caso.
A explicação apresentada pela advogada Lídia Aguiar sobre a diarista é de que a presença dela no imóvel ocorreu exclusivamente por causa de uma rotina profissional já estabelecida e que a trabalhadora desconhecia a morte de Isabelle antes de chegar ao endereço.
Essa versão será analisada pelas autoridades juntamente com os demais elementos reunidos durante a investigação.




