Fortaleza adota Protocolo Calor e Saúde para enfrentar efeitos do El Niño
Prefeitura prepara medidas para monitorar temperaturas, mapear riscos e proteger a população; período mais crítico do fenômeno é projetado entre novembro de 2026 e janeiro de 2027

A Prefeitura de Fortaleza apresentou um conjunto de medidas preventivas para reduzir os possíveis impactos do El Niño na Capital. Entre as principais ações está a implantação do Protocolo Calor e Saúde, voltado ao acompanhamento dos riscos climáticos e dos efeitos das altas temperaturas sobre a população.
A estratégia reúne diferentes áreas da administração municipal e prevê o uso de dados meteorológicos para orientar decisões, preparar os serviços públicos e ampliar a capacidade de resposta diante de eventos relacionados ao calor.
As ações são coordenadas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), Defesa Civil e Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com outras instituições envolvidas no monitoramento climático e na gestão de riscos.
Estações vão monitorar temperatura e chuvas em Fortaleza
Segundo o presidente do Ipplan, Artur Bruno, os dados do Protocolo Calor e Saúde deverão ser integrados ao Observatório de Risco Climático, que acompanha as condições meteorológicas de Fortaleza.
Estações instaladas em pontos estratégicos da cidade permitirão acompanhar informações como temperatura urbana e índices de chuva, criando um panorama mais detalhado das condições climáticas em diferentes áreas da Capital.
“Essas estações estarão espalhadas em toda a cidade recolhendo dados, e isso vai dar o quadro para a gente poder agir, o comitê vai agir a partir desses dados”, explicou Artur Bruno.
As informações coletadas deverão ajudar o Município a identificar áreas e situações de maior risco e direcionar medidas preventivas.
Período mais crítico é esperado entre novembro e janeiro
As projeções apresentadas pela Defesa Civil de Fortaleza indicam que o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 poderá ser o mais crítico em relação aos efeitos do El Niño na cidade. Diante do cenário, a Prefeitura prevê a continuidade das medidas preventivas ao longo de 2027.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, coronel Haroldo Gondim, um dos objetivos é fortalecer não apenas a capacidade de resposta do Município, mas também a comunicação com a população.
“O objetivo é também melhorar a comunicação de risco, levando informação principalmente às pessoas que mais precisam saber como agir, a quem procurar e como se proteger diante dos possíveis efeitos do El Niño”, afirmou.
Saúde prepara rede municipal para impactos do calor
A Secretaria Municipal da Saúde também participa da preparação. Segundo a titular da pasta, Riane Azevedo, a rede municipal está sendo orientada para lidar com os possíveis impactos das altas temperaturas e os riscos associados ao calor.
O Protocolo Calor e Saúde deverá contribuir justamente para relacionar informações climáticas aos possíveis efeitos sobre a saúde, permitindo que o Município organize ações preventivas de acordo com os cenários identificados.
Além disso, Fortaleza foi escolhida para receber uma base descentralizada da Força Nacional do SUS, em parceria com o Ministério da Saúde.
A iniciativa faz parte de uma estratégia de adaptação dos serviços de saúde às mudanças climáticas. “Fortaleza vai ser um modelo que o Ministério pretende replicar em outras unidades”, afirmou Riane Azevedo.
Com monitoramento meteorológico, planejamento e preparação da rede de saúde, a estratégia busca ampliar a capacidade de Fortaleza de antecipar riscos e proteger principalmente as populações mais vulneráveis aos efeitos de eventos climáticos extremos.




