Manifestantes se reúnem na Beira-Mar para cobrar respostas sobre o caso Isabelle Caracristi
Ato ocorre neste domingo (27), em Fortaleza, duas semanas após a morte da estudante de Direito

Várias pessoas se reuniram na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, neste domingo (27), para manifestar apoio à família de Isabelle Caracristi e cobrar respostas sobre a morte da estudante de Direito, que continua sendo investigada pela Polícia Civil do Ceará.
O ato ocorre duas semanas após a morte da jovem, de 22 anos, encontrada no dia 13 de setembro na área comum do condomínio onde morava, no bairro Aldeota. A mobilização acontece em meio à repercussão do caso e à cobrança por esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
Caso Isabelle ainda é investigado
Isabelle Caracristi, de 22 anos, era estudante de Direito e foi encontrada morta no condomínio onde morava com o namorado e familiares dele. Segundo informações da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), foram identificadas lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames toxicológicos tiveram resultado negativo. A dinâmica da morte, porém, continua sendo investigada.
O caso ganhou grande repercussão depois que a mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando respostas e relatando que só tomou conhecimento da morte da filha na manhã seguinte.
Desde então, a Polícia Civil passou a reunir depoimentos, analisar imagens de câmeras de segurança e examinar dados de aparelhos celulares relacionados à investigação. Segundo informações divulgadas neste domingo, mais de 20 depoimentos já foram colhidos e cerca de 700 vídeos analisados.
Namorado está preso preventivamente
João Munhoz Neto, namorado de Isabelle, foi preso preventivamente no dia 22 de setembro por determinação da Justiça. Ele é investigado por violência psicológica e possível indução ao suicídio.
A Polícia Civil informou ter reunido depoimentos que apontam para possíveis comportamentos de controle e violência psicológica no relacionamento. A defesa de João contesta as acusações e sustenta outra versão para a morte da jovem. As suspeitas ainda são objeto de investigação e não representam condenação.
Família cobra esclarecimentos
Desde os primeiros dias após a morte, familiares e pessoas que acompanham o caso têm cobrado esclarecimentos sobre o que aconteceu naquela noite.
Um primeiro ato público já havia sido realizado no dia 20 de setembro, em frente ao condomínio onde Isabelle foi encontrada morta. Na ocasião, participantes pediram celeridade nas investigações e justiça para a estudante. A família não participou da manifestação, mas afirmou que respeitava os atos e pediu responsabilidade na divulgação de informações sobre o caso.
A manifestação deste domingo (27), na Beira-Mar, ocorre em meio à continuidade das investigações e à expectativa por novos esclarecimentos das autoridades.




